quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Dia Mundial do Padeiro e da Alimentação

Hoje é o ducentésimo nonagésimo dia do ano
Quarta-feira, 16 de outubro de 2024
Faltam 76 dias para acabar o ano
Dia Mundial do Padeiro e da Alimentação
Crónica: O Pão, a Escrita e a Vida – Uma Receita de Amor
Hoje, no Dia Mundial do Padeiro e da Alimentação, celebro não apenas o pão, mas também a vida. Porque viver é como amassar a massa do pão: exige paciência, dedicação e amor. Não há melhor maneira de sentir o pulsar da existência do que com uma fatia de pão nas mãos, acompanhada de um bom café ou um copo de vinho, rodeada por aqueles que amamos.
Recordo um antigo provérbio: «Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão». A simplicidade desse ditado esconde uma verdade fundamental – a comida não é apenas sustento físico, é a base da harmonia. Quando falta, a fome vai muito além do estômago. Torna-nos impacientes, desligados daquilo que nos faz humanos. Mas, com o pão, partilhamos, sorrimos, criamos laços. Ele alimenta o corpo, mas também aquece a alma.
A minha relação com o pão é especial. Não é apenas o prazer de o saborear ao pequeno-almoço ou ao lanche, é também a alegria de o criar. Em 2022, tive o privilégio de frequentar uma formação de Padaria Avançada. Foi um período em que aprendi que o pão é, literalmente, fruto de mãos dedicadas e de corações que amam o seu ofício. Inspirada por essa experiência, escrevi um poema para o trabalho final, onde explorei o poder da reinvenção e a importância de valorizar o que é nosso, mas também de abraçar o que vem de longe.
Escrevi então:
Quando me foi lançado este desafio,
Tive a esperança de puder produzir
Algo português, dar valor à produção nacional
Com a minha “brindeira” de sardinhas excecional.
Mas tinha de ser um pão internacional.
Fui pesquisar… fui “googlar”
Encontrei os internacionalmente conhecidos
Daqueles ainda não por nós aqui produzidos.
A Austrália surgiu,
tempo exigiu
Adoro pão!
Adoro escrever!
Amo. Viver!
Este pão australiano, o “Aussie bread”, não foi apenas uma receita. Foi a ponte entre o meu amor por criar, por reinventar e por celebrar a vida em todas as suas formas. Porque o pão, como a escrita, é feito de paciência, de um processo que começa com as mãos e termina no coração.
Viver, para mim, é isso. É escrever como quem molda o pão. É saborear cada momento, como quem aprecia uma boa fatia com a simplicidade e o prazer que só um bom português entende. E, assim, celebro o Dia Mundial do Padeiro e da Alimentação, lembrando que o alimento, tal como as palavras, nos alimenta de muitas formas: o corpo, a mente e o espírito.
Bom apetite e boa vida!
✍️Sandra Poim®️ 16/10/2024 14:23
*Todos os Direitos Autorais Reservados*
A imagem foi criada baseada no que acabei de escrever.

 

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