Mostrar mensagens com a etiqueta gaivota. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gaivota. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de junho de 2024

25 de Junho - Dia do Marinheiro

 


Hoje é centésimo septuagésimo sétimo dia do ano

Terça-feira, 25 de junho de 2024

Faltam 189 dias para acabar o ano

 

Dia do Marinheiro🌊

“Marinheiros: Navegadores da Alma”

 

Neste dia, erguemos nossos corações em homenagem aos bravos marinheiros que desbravam os vastos oceanos.

Eles são os guardiões dos sonhos e das histórias que as ondas sussurram.

A data, instituída pela Organização Marítima Internacional, transcende os mapas e as bússolas. Ela celebra a essência daqueles que enfrentam mares revoltos e horizontes distantes. Os marinheiros são os mensageiros da globalização, tecendo rotas invisíveis que conectam nações e culturas. Eles desafiam o tempo, enfrentando tempestades e calmaria com igual coragem.

Os seus corações, como velas ao vento, oscilam entre a saudade da terra firme e a paixão pelo desconhecido.

A bordo, eles dançam com as estrelas, traçando constelações de esperança. As suas mãos calejadas manejam cordas e lemes, enquanto suas almas se entrelaçam com o oceano. A cada alvorecer, eles renovam os seus votos com o mar, prometendo proteger os segredos das profundezas.

Os marinheiros são mais do que profissionais habilidosos, são poetas da água salgada, capturam o crepúsculo sobre as ondas, e as suas canções ecoam nas noites estreladas.

Eles conhecem a solidão das longas jornadas, mas também a camaradagem nas tabernas portuárias.

Hoje, erguem-se bandeiras em sua honra, há cerimónias e as gaivotas respeitam as suas histórias, aplaudindo em silêncio.

Então, brindemos aos marinheiros! Àqueles que enfrentam o horizonte com olhos cheios de sonhos e corações ancorados na coragem. Que as suas jornadas sejam abençoadas, e que o mar lhes sussurre canções de esperança eterna. 🌊⚓️

 

"Sou Marinheiro"

Sem os olhos do mar tirar

O horizonte que não sai do olhar

Para continuar a navegar

E ao porto regressar

Com o sol a nascer

Aquele belo amanhecer

Que as pernas fez tremer

Por te reencontrar

E te voltar a ver...

✍️Sandra Poim 25/06/2023 22:39

Boa noite!

✍️Sandra Poim 25/06/2024 19:18

*Todos os Direitos Autorais Reservados*

As imagens podem estar sujeitas a direitos de autor

#366diaspoim #sandrahelenapoim #juntospelapaz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Que a gaivota me traga...




Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse

Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se um português marinheiro
Dos sete mares andarilho
Fosse quem sabe o primeiro

A contar-me o que inventasse
Se um olhar de novo brilho
Ao meu olhar se enlaçasse

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu
Me dessem na despedida

O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro

Que perfeito coração
Morreria no meu peito
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração

Meu amor
Na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O voo da gaivota, será ela que voa mais alto?!...


"Na superfície do azul brilhante do céu, tentando a custo manter as asas numa dolorosa curva, Fernão Capelo Gaivota levanta o bico a trinta metros de altura. E voa. Voar é muito importante, tão ou mais importante que viver, que comer, pelo menos para Fernão, uma gaivota que pensa e sente o sabor do infinito. E verdade, que é caro pensar diferentemente do resto do bando, passar dias inteiros só voando, só aprendendo a voar, longe do comum dos mortais, estes que se contentam com o que são, na pobreza das limitações. Para Fernão é diferente, evoluir é necessário, a vida é o desconhecido. Afinal uma gaivota que se preza tem de viver o brilho das estrelas, analisar de perto o paraíso, respirar ares mais leves e mais afáveis. Viver é conquistar, não limitar o ilimitável. Sempre haverá o que aprender. Sempre.«Então isto é o paraíso», pensou, e teve de sorrir de si próprio. Não era lá muito respeitoso analisar o paraíso, no preciso momento em que se preparava para entrar nele.Durante muito tempo Fernão esqueceu-se do mundo onde vivia, aquele local onde o Bando vivia com os olhos completamente cerrados em relação ao prazer de voar, utilizando as asas como meros meios para atingir o fim de procurar e lutar pela comida. Mas, de vez em quando, e só por um momento, lembrava-se.Lembrou-se numa manhã em que saíra com o instrutor, enquanto as outras gaivotas descansavam na praia, após uma sessão de voos de asa dobrada.- Onde estão os outros, Henrique? – perguntou, em silêncio... - Por que somos tão poucos aqui? Lá do sítio de onde venho...- ... milhares e milhares de gaivotas. Eu sei. – Henrique abanou a cabeça. – A única resposta que encontro, Fernão, é que tu és um pássaro, num milhão. A maior parte de nós percorreu um longo caminho. Fomos de um mundo para outro que era quase igual ao primeiro, sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento. Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de compreendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no Bando? Mil vidas, Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática. As mesmas regras se aplicam, agora, a nós: escolhemos o nosso mundo através do que aprendemos neste. Se não aprendermos nada, então o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e obstáculos a vencer.- Chiang, este mundo não é o paraíso, pois não?O Mais Velho sorriu, ao luar.- Bem, mas que acontece depois? Para onde vamos? O paraíso não existe?- Não, Fernão, o paraíso não existe. O paraíso não é um lugar, nem um tempo. O paraíso é ser-se perfeito.- Voas com muita velocidade, não voas? - Eu... eu gosto da velocidade - respondeu Fernão, surpreendido mas orgulhoso por o Mais Velho ter reparado. - Vais começar a aproximar-te do paraíso, Fernão, no momento em que alcançares a velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros à hora, nem a um milhão e quinhentos mil, nem voar à velocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites. A velocidade perfeita, meu filho, é estar ali. Sem avisar, Chiang evaporou-se e apareceu junto à água, a uma distância de quinze metros, por um breve instante. Depois, voltou a desaparecer e pairou, por uma fracção de segundos ao lado de Fernão.- É engraçado - disse. Fernão ficou atordoado. Esqueceu-se de fazer perguntas acerca do paraíso.- Como se faz isso? Qual é a sensação? Até onde se pode ir? - Desde que o desejes, podes ir a qualquer lugar, em qualquer momento – disse-lhe o Mais Velho. – Fui a todos os lugares sempre que quis. - Olhou o mar, pensativo. - É estranho... As gaivotas que desprezam a perfeição por amor ao movimento não chegam a parte alguma, lentamente. Aqueles que trocam o prazer de voar pela perfeição, vão a qualquer parte, instantaneamente. Lembra-te, Fernão, o paraíso não é um lugar nem um tempo, porque lugar e tempo não significam nada.- Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.- Queres dizer que posso voar?- Quero dizer que és livre! O truque consiste em tentar ultrapassar as nossas limitações, com calma e paciência...Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta de outra asa – costumava dizer Fernão -, não é mais do que o vosso próprio pensamento, uma forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo."


(“Fernão Capelo Gaivota” – Richard Bach)

OS SONHOS TAMBÉM DEIXAM SEMENTES

1998 — 2026 Hoje vim aqui ao meu antigo blogue à procura de um sonho. E perdi-me. Não nos sonhos. Nas sementes que fui deixando pelo caminho...