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domingo, 5 de maio de 2024

5 de Maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa

 

Hoje é o centésimo vigésimo sexto dia do ano

Domingo, 5 de maio de 2024

Faltam 240 dias para acabar o ano

Dia Mundial da Língua Portuguesa

 


A data de 5 de Maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - uma organização intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que reúne os povos que têm a língua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade específica - para celebrar a língua portuguesa e as culturas lusófonas.

 

“Uma língua e tanto para unir...”

https://youtu.be/PVXeKPuJNFY

 

Sou Professora de Português Língua Não Materna – ensino o idioma português a alunos estrangeiros. Esta é a profissão que mais gosto de ter, porque ensino com prazer, tendo a vê-la como a minha missão de levar a Língua de Camões além-mar, ensinando a quem quer aprender a riqueza do nosso idioma, contar a história de Portugal, os seus costumes, a tradição de cada terra, principalmente da nossa região, lendas e memórias que trago no coração.

Formar pessoas capazes de ler, escrever e falar corretamente a nossa língua, é essencial para a nossa sociedade saber comunicar em português. Sem os Professores, não haveria sociedade.

Ninguém saberia ler, escrever, contar, enfim…aspectos fundamentais da nossa existência.

 

Há melhor maneira de comemorar este dia,

do que escrever aquilo que sinto na alma, em Português.

Amo Viver na Foz do Arelho.

Tenho orgulho de poder ser Professora, Poeta e Escritora Portuguesa.

É o meu sonho, é uma missão louvável e adorável.

Amo Ensinar a nossa Língua para que ela perdure e se eternize.

 

Feliz dia da mãe, continuação de um bom domingo, boa semana.

   

escrito por Sandra Poim a 5 de maio de 2024 pelas 16:33

*Todos os Direitos Autorais Reservados*

As imagens podem estar sujeitas a direitos de autor

#366diaspoim #sandrahelenapoim #juntospelapaz

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

1º dia de 2024


Começamos hoje mais uma viagem, com um tempo previsto em todo o trajeto de 366 dias, com o destino definido vamos embarcar na plataforma número 2024. Quem tiver mágoas, ressentimentos, pendências e tristezas antigas na bagagem, por favor descarregue-as para arquivo no balcão 2023.

Aos passageiros de sorriso nos lábios, de coração aberto e mãos prontas para construir a empatia, terão assento preferencial ao lado da janela da felicidade.

Solicitamos a todos que apertem o cinto da esperança e recomendamos que ninguém, em hipótese alguma, utilize a saída de emergência durante a viagem, vamos sempre lutar juntos.

Caso haja períodos de turbulência, mantenham a calma e a confiança no piloto desta aeronave.

A todos, votos de uma excelente viagem.

#366diaspoim

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O voo da gaivota, será ela que voa mais alto?!...


"Na superfície do azul brilhante do céu, tentando a custo manter as asas numa dolorosa curva, Fernão Capelo Gaivota levanta o bico a trinta metros de altura. E voa. Voar é muito importante, tão ou mais importante que viver, que comer, pelo menos para Fernão, uma gaivota que pensa e sente o sabor do infinito. E verdade, que é caro pensar diferentemente do resto do bando, passar dias inteiros só voando, só aprendendo a voar, longe do comum dos mortais, estes que se contentam com o que são, na pobreza das limitações. Para Fernão é diferente, evoluir é necessário, a vida é o desconhecido. Afinal uma gaivota que se preza tem de viver o brilho das estrelas, analisar de perto o paraíso, respirar ares mais leves e mais afáveis. Viver é conquistar, não limitar o ilimitável. Sempre haverá o que aprender. Sempre.«Então isto é o paraíso», pensou, e teve de sorrir de si próprio. Não era lá muito respeitoso analisar o paraíso, no preciso momento em que se preparava para entrar nele.Durante muito tempo Fernão esqueceu-se do mundo onde vivia, aquele local onde o Bando vivia com os olhos completamente cerrados em relação ao prazer de voar, utilizando as asas como meros meios para atingir o fim de procurar e lutar pela comida. Mas, de vez em quando, e só por um momento, lembrava-se.Lembrou-se numa manhã em que saíra com o instrutor, enquanto as outras gaivotas descansavam na praia, após uma sessão de voos de asa dobrada.- Onde estão os outros, Henrique? – perguntou, em silêncio... - Por que somos tão poucos aqui? Lá do sítio de onde venho...- ... milhares e milhares de gaivotas. Eu sei. – Henrique abanou a cabeça. – A única resposta que encontro, Fernão, é que tu és um pássaro, num milhão. A maior parte de nós percorreu um longo caminho. Fomos de um mundo para outro que era quase igual ao primeiro, sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento. Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de compreendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no Bando? Mil vidas, Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática. As mesmas regras se aplicam, agora, a nós: escolhemos o nosso mundo através do que aprendemos neste. Se não aprendermos nada, então o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e obstáculos a vencer.- Chiang, este mundo não é o paraíso, pois não?O Mais Velho sorriu, ao luar.- Bem, mas que acontece depois? Para onde vamos? O paraíso não existe?- Não, Fernão, o paraíso não existe. O paraíso não é um lugar, nem um tempo. O paraíso é ser-se perfeito.- Voas com muita velocidade, não voas? - Eu... eu gosto da velocidade - respondeu Fernão, surpreendido mas orgulhoso por o Mais Velho ter reparado. - Vais começar a aproximar-te do paraíso, Fernão, no momento em que alcançares a velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros à hora, nem a um milhão e quinhentos mil, nem voar à velocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites. A velocidade perfeita, meu filho, é estar ali. Sem avisar, Chiang evaporou-se e apareceu junto à água, a uma distância de quinze metros, por um breve instante. Depois, voltou a desaparecer e pairou, por uma fracção de segundos ao lado de Fernão.- É engraçado - disse. Fernão ficou atordoado. Esqueceu-se de fazer perguntas acerca do paraíso.- Como se faz isso? Qual é a sensação? Até onde se pode ir? - Desde que o desejes, podes ir a qualquer lugar, em qualquer momento – disse-lhe o Mais Velho. – Fui a todos os lugares sempre que quis. - Olhou o mar, pensativo. - É estranho... As gaivotas que desprezam a perfeição por amor ao movimento não chegam a parte alguma, lentamente. Aqueles que trocam o prazer de voar pela perfeição, vão a qualquer parte, instantaneamente. Lembra-te, Fernão, o paraíso não é um lugar nem um tempo, porque lugar e tempo não significam nada.- Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.- Queres dizer que posso voar?- Quero dizer que és livre! O truque consiste em tentar ultrapassar as nossas limitações, com calma e paciência...Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta de outra asa – costumava dizer Fernão -, não é mais do que o vosso próprio pensamento, uma forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo."


(“Fernão Capelo Gaivota” – Richard Bach)

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