domingo, 2 de junho de 2024

2 de junho - Dia Internacional da Prostituta



Hoje é o centésimo quinquagésimo quarto dia do ano
Domingo, 2 de junho de 2024
Faltam 212 dias para acabar o ano

Dia Internacional da Prostituta

Há quase meio século, nas ruas estreitas de Lyon, existia uma igreja chamada Saint-Nizier.
Os vitrais coloridos e as paredes de pedra testemunhavam séculos de orações e confissões.
Na manhã de 2 de junho de 1975, algo extraordinário aconteceu ali.
Antes do sol nascer, mais de cem mulheres se reuniram na praça em frente à igreja.
Não eram freiras, nem devotas. Eram prostitutas.
Mulheres que enfrentavam a dura realidade das ruas,
Onde o preconceito e a violência eram os seus companheiros constantes.
Com histórias de vida tão diversas quanto as cores dos vitrais da igreja,
Decidiram que estava na hora de mudar o destino que lhes fora imposto.
Entraram na igreja, com passos decididos e olhares firmes.
Os bancos de madeira, outrora ocupados por fiéis, agora abrigavam estas guerreiras da noite.
O padre, surpreso e um pouco assustado, assistiu àquela invasão silenciosa.
As prostitutas não queriam ouvir sermões. Elas queriam justiça.
Queriam que o mundo soubesse que elas também tinham alma, sonhos e esperanças.
Durante oito dias, ocuparam a igreja que se transformou num santuário improvável.
Compartilharam as suas histórias, os abusos, os medos, mostraram as cicatrizes tatuadas no corpo, choraram, riram e abraçaram-se.
Unidas, criaram uma irmandade que transcendeu as diferenças.
A polícia tentou expulsá-las, mas elas resistiram.
Os jornais noticiaram o evento como “A Revolta das Rosas de Saint-Nizier”.
As rosas, símbolo de beleza e fragilidade, agora representavam a força destas mulheres.
Elas não eram apenas prostitutas, eram sobreviventes, lutadoras, defensoras dos seus direitos.
No dia 10 de junho, a polícia conseguiu retirá-las da igreja.
Mas o que aconteceu dentro daquelas paredes sagradas nunca seria esquecido.
O Dia Internacional da Prostituta nasceu ali, como uma chama que se espalhou pelo mundo.
Hoje, quando olhamos para as luzes neon das ruas escuras, lembremo-nos das Rosas de Saint-Nizier. Elas ensinaram-nos que a dignidade não tem preço, que a luta por igualdade não conhece fronteiras. E que, mesmo nas sombras, há sempre uma centelha de esperança.

Feliz dia de domingo!
✍️Sandra Poim®️ 02/06/2024 9:45
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